Não tenho e nem nunca tive o costume de escrever Diários,receio que já começei a escrever um agora,é necessário que o mundo saiba desses acontecimentos cedo ou tarde,mesmo que todos nós já estejamos mortos.Sempre fui uma facinada por mosntruosidades,fato este que aguçava minhas idéias e me deixavam deveras vezes ausente dos grupos colegiais,nunca tive tantos amigos mas tinha ao meu lado as melhores pessoas que eu conhecia depois dos meus pais,Franccis Speener e Elizabeth Allen,cursavam a mesma série que eu e sempre me defenderam de piadinhas vindas dos populares,tenho um irmão chamado Mark,que está agora ao meu lado,Mark fazia parte dos populares e deversas vezes participou das piadas sobre mim mas no final sempre pedia para manerarem,afinal eu havia reclamado para minha mãe umas milhares de vezes e ele estava sobre uma chuva de ameaças,ao ponto de se ferrar,confesso que adorava assistir as broncas que ele levava.Mark tinha vários amigos pelo colégio,seria talvez um dos alunos mais conhecidos,vivia andando com os seus três melhores amigos,Fernando Posttimore,Samanta Verni e Olímpia Laurie,esta ultima era a única pela qual eu nutria algum tipo de afeto,enquanto que a outra garota me odiava e eu também a ela,Fernando nunca foi um dos melhores comigo porém não me chingava e nem ria de mim,todo o resto da classe de Mark me chamava de estranha.Com a aproximação do aniversário de Franccis,todas as pessoas de minha classe se uniram para fazer um surpresa,todos nós sabíamos o quanto Franccis sofria em casa com sua rigorosa mãe,nunca lhe dera um carrinho para brincar e segundo ele,sua mãe compensava a falta de presente lhe colacando nas melhores escolas e felizmente ela via o resultado do filho,Franccis era o número um da classe,seu mínimo era B+,os professores o elogiavam mais que a qualquer um e isso o animava um pouco.A festa foi marcada por uma imensa alegria regada a muito refrigente e uma fartura de salgadinhos e bolos,ao final,eu e Elizabeth ficamos para limpar o colégio da sujeira feita pelos alunos e a diretora nos incubiu de fiscalizar as salas para ver se não havia nenhum aluno ou casal por lá,até aquela hora os alunos mais recentes que estavam ali eram os de nossa turma,todo o resto do colégio já havia ido embora à meia-hora atrás e eu supunha que não havia ninguém nas salas de aula,conferimos todo o primário terminando em nossa classe e depois fomos conferir as salas do secundário que ficava na parte superior do colégio,em cima era escuro e o silêncio dava muitos calafrios,não se ouvia nada ali a não ser o sopro do vento,chegamos na ultima sala,no final do corredor,a sala onde meu irmão estudava e ao abrirmos a porta quase caímos para trás,lá estava ela,estirada ao chão,o sangue escorrendo pela sua blusa,vindo do pescoço direto da jugular,Samanta Verni estava pálida,morta aos olhos de quem quer que fosse vê-la no momento,não tívemos ação,encaramos a cena paradas por um dois minutos e Elizabeth correu para ligar o alarme de emergência e eu fiquei ali parada,feito um papel,minha cabeça voava imaginando o que ocasionara aquilo.Aquela foi sem dúvida alguma,a semana mais longa do ano,não se falava em outra coisa na escola e as notícias foram voando de bairro em bairro até atingirem todo o Texas,Callisburg naqueles ultimos dias deixou ser uma pacata cidade,agora se tornara um alvo da mídia,não sei contar o número de repórteres que adentraram a nossa escola para tirarem suas conclusões sobre o ocorrido,várias pericias vasculharam o local no mesmo dia do incidente e não encontraram nenhum registro de suspeita,o que tornava as notícias ainda mais avassaladoras do que poderiam ser,inventavam todo o tipo de boato sem nem ao menos saberem de quem se tratava,eu e Elizabeth tivemos sorte que os repórteres e os peritos não cairam sobre nós,não ainda,se descobrissem não teríamos paz até acharem o maior número de pistas,mas receio que não iriam conseguir nada conosco,afinal nós não vimos a ação do fato,só vimos os fato feito.
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