Esperei dois dias para receber alguma resposta do Sr.Bóris,mas ela veio logo e sem nenhuma notícia boa,ele debochou na carta,dizendo que eu pensava tê-lo visto mas que não era ele no carro,ele foi sensato ao me convidar para ir ao consultório dele qualquer dia,diante dessa decepção eu teria que tirar alguma satisfação,ele me deu o endereço da clínica,Elizabeth já havia me dito aonde era mas eu havia me esquecido, fui naquele mesmo dia.Chegando na clínica,a secretária pediu o meu nome,perguntou se eu iria me consultar e então disse que eu viera a pedido do Sr.Bóris e logo ela me deixou entrar. Poucos vezes eu tinha visto o Sr.Bóris daquela maneira,em geral,quando chegava em casa estava sempre com um sorriso no rosto,ali ele estava pálido e abatido,preocupado,lendo um leva de documentos,eu bati na porta para anunciar a entrada,ele me olhou de esguelha e falou.
- Ah,então é você? - Ele falou comigo olhando para os documentos,o óculos na ponta do nariz,eu ofeguei.
- Sim,sou eu,Cora Lenny,amiga de Elizabeth - Ele soltou os documentos,olhou para mim.
- Sabe que tenho muito trabalho,não sabe,sabe que tenho milhares de coisas para me preocupar,vidas para salvar,não sabe? - Eu abaixei a cabeça - E Então porque tenho que me preocupar com as baboseiras que uma garota de treze anos arruma para mim?.
- Me desculpe senhor,eu não tenho nada a ver com o que acontece na sua vida.
- E Então? -
- E Então,que a única coisa que eu quero é saber como a Samanta morreu,todos sabem que seu diagnóstico é suspeito e que o senhor mascarou várias coisas,ora por favor, a garota foi encontra sangrando e o senhor vem dizer que ela morreu de febre amarela,isso é meio difícil de acreditar. - Ele levantou-se de um salto,estava estressado,as rugas em seu rosto se contorciam ao olhar pra mim,não havia raiva ali,mas uma exacerbada tentativa de me convencer de alguma coisa.
- Eu não posso contar nada a você,todo o diagnóstico está em sigilo.
- Então o senhor confessa que teve algo além de uma febre,a garota estava pálida,perdia sangue à toa.
- Eu aconselho a você ir embora,isso não lhe convém,ela não era da sua família,e você é apenas uma garotinha rebelde.
- Sou rebelde ao ponto de contar para sua mulher que o senhor estava com outra dentro do carro,sou rebelde ao ponto de arriscar a amizade que eu tenho com a sua filha para saber o que houve de verdade,o senhor tem lido o jornal,não tem? Viu as declarações do Coveiro,aconteceu várias vezes,eu creio que uma ponta de verdade naquilo havia,a pergunta é, quem era a tal assombração? Ou será que todos são cegos e não vêem o que está acontecendo.
- Não se envolva na minha vida garota!.
- O Senhor vai me contar,vai me dizer o que houve ou vai prefirir uma crise no seu casamento. - Ele parou,olhou para o chão e tornou a olhar para mim.
- Samanta Verni perdia sangue toda noite,depois de um dia árduo atrás de compatibilidade sangüínea,tinha pesadelos o dia inteiro,gritava nomes,e estava definhando cada dia mais,não sabemos para onde o sangue ia, só conseguíamos ver dois pequenos orifícios ao redor de sua jugular,e foi assim até ela morrer.
- O senhor verificou os dentes dela?
- Não,porque eu verificaria?
- Por nada,eu lhe agradeço e esqueço quem o senhor é, obrigada.
Foi um dia cheio,a cidade estava se preparando para o Dia das Bruxas e o monstros estavam começando a viver na realidade.
- Ah,então é você? - Ele falou comigo olhando para os documentos,o óculos na ponta do nariz,eu ofeguei.
- Sim,sou eu,Cora Lenny,amiga de Elizabeth - Ele soltou os documentos,olhou para mim.
- Sabe que tenho muito trabalho,não sabe,sabe que tenho milhares de coisas para me preocupar,vidas para salvar,não sabe? - Eu abaixei a cabeça - E Então porque tenho que me preocupar com as baboseiras que uma garota de treze anos arruma para mim?.
- Me desculpe senhor,eu não tenho nada a ver com o que acontece na sua vida.
- E Então? -
- E Então,que a única coisa que eu quero é saber como a Samanta morreu,todos sabem que seu diagnóstico é suspeito e que o senhor mascarou várias coisas,ora por favor, a garota foi encontra sangrando e o senhor vem dizer que ela morreu de febre amarela,isso é meio difícil de acreditar. - Ele levantou-se de um salto,estava estressado,as rugas em seu rosto se contorciam ao olhar pra mim,não havia raiva ali,mas uma exacerbada tentativa de me convencer de alguma coisa.
- Eu não posso contar nada a você,todo o diagnóstico está em sigilo.
- Então o senhor confessa que teve algo além de uma febre,a garota estava pálida,perdia sangue à toa.
- Eu aconselho a você ir embora,isso não lhe convém,ela não era da sua família,e você é apenas uma garotinha rebelde.
- Sou rebelde ao ponto de contar para sua mulher que o senhor estava com outra dentro do carro,sou rebelde ao ponto de arriscar a amizade que eu tenho com a sua filha para saber o que houve de verdade,o senhor tem lido o jornal,não tem? Viu as declarações do Coveiro,aconteceu várias vezes,eu creio que uma ponta de verdade naquilo havia,a pergunta é, quem era a tal assombração? Ou será que todos são cegos e não vêem o que está acontecendo.
- Não se envolva na minha vida garota!.
- O Senhor vai me contar,vai me dizer o que houve ou vai prefirir uma crise no seu casamento. - Ele parou,olhou para o chão e tornou a olhar para mim.
- Samanta Verni perdia sangue toda noite,depois de um dia árduo atrás de compatibilidade sangüínea,tinha pesadelos o dia inteiro,gritava nomes,e estava definhando cada dia mais,não sabemos para onde o sangue ia, só conseguíamos ver dois pequenos orifícios ao redor de sua jugular,e foi assim até ela morrer.
- O senhor verificou os dentes dela?
- Não,porque eu verificaria?
- Por nada,eu lhe agradeço e esqueço quem o senhor é, obrigada.
Foi um dia cheio,a cidade estava se preparando para o Dia das Bruxas e o monstros estavam começando a viver na realidade.