Apesar de ainda está muito abalada pela morte da minha vó,eu topei ter uma conversar com esse investigador que eu nem mesmo sabia o nome,marcamos de nos encontrar em um jardim público perto da minha casa e ele foi pontual,até mais que eu pra falar a verdade,ao me ver não perdeu tempo,logo ele pediu para eu sentar e começou a falar.
- Então,você está disposta a me ajudar nessas investigações? - O Homem tirou o chapéu para mim e me deu um leve sorriso
- Creio que o que posso vir a lhe dizer não vai fazer tanta diferença. - Tentei desvencilhar do olhar dele,mas ele sabia que eu estava como medo de algo.
- Tenho certeza que vai,vai fazer toda a diferença,desde que você me conte tudo o que sabe. - O Homem sentou-se em seguida e eu o acompanhei.
- Tudo o que sei é pouco para resolver os nossos problemas,aliás não só nossos como de todo o mundo. - Foi visível a expressão de desgosto que ele fez ao ouvir isso.
- Não subestime os fatos,eles são valiosos,cada detalhe por minímo que seja vai fazer a diferença. Agora me conte,o que sua vó estava fazendo no dia 31? - Eu dei um suspiro profundo,estava tentando esquecer aquilo,embora eu soubesse que iria ser difícil,então falei com frieza.
- Rezando. - E Olhou para mim surpreso.
- Rezando? Então parece uma forma que ela encontrou de dizer adeus à vida. - E eu assenti com a cabeça
- Talvez,mas acontece que rezar nunca foi o ato predileto da vovó,ela era a única senhora do bairro que não gostava de ir à igreja. - Eu olhei para o lado,a igreja ficava próxima dali.
- Isso é muito interessante. E o que ela fazia nas horas de missa? - Ele me lançou um olhar intimidador.
- Ela lia livros,aliás,ela lia livros quase o tempo todo,era o que ela fazia de melhor. - Eu então olhei para o lado oposto,onde era possível ver a minha escola ao longe.
- E Você não conheçe nada ou ninguém que possa ter desejado essa morte? - Ele parou por um instante,pegou uma pequena caderneta e começou a anotar.
- As pessoas do Bairro não gostavam muito dela,mas querer a sua morte é meio cruel de imaginar. - Estava tentando olhar as anotações que ele estava fazendo,mas ele conseguia ocultá-la com a outra mão.
- Sei. E antes disso,ela apresentava estar diferente? - Agora ele estava fazendo as perguntas sem olhar para mim,apenas escrevia sem parar.
- Diferente ela sempre foi,ela estava bem como sempre esteve,mas confesso que ela parecia preocupada embora ela não deixasse ninguém ver isso. - Ela parara de escrever,largara a caneta e voltou a me olhar novamente.
- E Você o que a deixava preocupada? - Parei para pensar no que ia falar,estava procurando as palavras certas.
- Olha,não é que eu não queira colaborar,mas é que isto já está ficando pessoal.
- Não vai ser pessoal quando tudo acontecer.
- Tudo o que?
- Ora, você sabe e eu também sei,mas você está bem informada e eu não.
- Informada sobre o que?
- A Profecia, eu li sobre ela,acredite em mim,pode me contar o que quiser,eu não sou cético.
- Pois bem,minha vó acreditava nela e ela me informou sobre ela faz algum tempo,ela me deu o livro que contém a profecia e todos os males que podem vir a ocorrer futuramente.
- Há sinais não há? Sinais que mostram que ela está por vir
- Vários,todos esses ataques,visões e tudo mais.
- E o que você acha sobre isso?
- Acho que eles estão agindo e nós não,acho que muita gente ainda vai morrer nas mãos deles
- Vampiros!
- Vampiros,Lobisomens,Bruxas,...
- Bruxas,sim, eu tenho algo pra mostrar pra você. Faz alguns dias que eu soube do sumiço de algumas crianças em um distrito perto daqui,achei que elas podiam estar por trás disso.
- Nossa, isso com certeza pode ser obra de Bruxa,por anos elas caçam crianças pra roubar juventude,também houveram ataques de Lobisomens por aqui,vítimas encontradas sem o coração,isso é uma marca deles.
- Sim, é uma odisséia veloz e está só começando.
- Não consigo imaginar como vamos sobreviver a isso.
- É Fato que Lobisomens morrem com balas de prata,mas o que diz respeito a vampiros tudo é mais difícil.
- Não,não é difícil,olha,as pessoas tentam distorcer os fatos,mas o vampiros morrem com estacas,porém elas devem ser bentas.
- Você sabe de muita coisa,está bem preparada.
- Minha vó me educou nisso,mas eu não sabia que isso me ajudaria nessa situação.
- Você está querendo dizer que sua vó lhe preparou para isso,que ela lhe informou sobre os males sobrenaturais?
- Pode ser que sim,foi graças a ela que eu sei tanto sobre isso,o real e o imaginário.
Ele olhou para o relógio,era visível que já estava escurecendo.
- O Tempo passou rápido,é melhor você ir embora,não é bom que uma jovem garota ande por aí nessas circunstâncias.
- Você falou,falou e ainda não se apresentou,nem ao menos disse o que queria.
- Já descobri o que queria e quanto ao meu nome,é melhor que você não saiba ainda, tenho que ir.
- Até mais.
E o investigador misterioso saiu dali deixando um cheiro de trama que eu não conseguia identificar,ele andou,andou e sumiu ao pôr do sol.
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